sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Virar a página... renascer como o sol..
 


E há dias em que renasço com uma energia renovada. Uma vontade de pegar em nós e sair sem destino, sentindo o sol a refletir na alma.
Sinto que amanhã é tarde demais para nós, para sair daqui. Mas a certeza de que quero, de que te quero, faz-me respirar com mais certeza no amanhã.

Hoje não quero que o sol se ponha. Hoje quero que o dia nasça a cada hora para te ter a meu lado.
Amo-te .

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Raios que perduram

Uma luz de um laranja profundo que aquece o coração. Um entardecer que convida ao silêncio repleto de palavras de agradecimento. Um sentir mais forte da alma. Um misto de descontentamento e impotência de tudo não abarcar com a vista.
Ter-te perto enche-me o peito, serena a minha alma, afasta o meu medo. Mas no meio da imensão deste belo pôr-de-sol sinto-me inquieta e insatisfeita. Porquê? Se os dias ainda são longos e cheios de luz porque escurece dentro de mim.
Recolho a energia natural deste fim de tarde, segura que o dia amanhã nasce de novo envolto numa névoa ligeira. Mas se... e se... Queria sentir-me a sol poente como se esta fosse a última visão dos meus dias. Se soubesse que o sol amanhã não acordava para mim poderia sentir com mais força. E será que sentia? Será que a emoção e a confusão da certeza de não mais acordar não entorpecia os meus olhos? Ficaria cega... assim como a incerteza me cega a beleza do momento.
A luz que me aquece o coração foge cada vez que racionalizo tanta beleza. Abraça-me! Mas tu absorvido no teu não pensar, esqueces o romantismo de um abraço e a urgência de um beijo. O sol reflete nos teus óculos e por momentos fico certa que apenas isso impede que olhe teus olhos.

O sol põe-se e amanhã de novo nasce.

sábado, 10 de julho de 2010

Um sonho bom

Senti a adrenalina, um sopro que veio de dentro num segundo e me arrepiou a pele. Quando procurei senti-lo com todos os sentidos já tinha passado. Mas sei que no fundo senti. Intenso, breve, inexplicável e inexprimível. Um misto de dor e de prazer. Uma realidade que de tão plena de beleza parecia um sonho. Estranho.Bom.Inigualável. Assim se controi a perfeição de um momento.

E tudo fica na memória como um sonho bom.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Apenas mais uma gota


Ontem senti-te a transbordar... Tenho deixado passar os dias com uma calma inabalável e uma inércia que não me caracterizam. Mas estava consciente do erro que cometia por deixar os minutos passar insignificantes. Sei que quero mais, sei que te quero demais… mas quem me preenche os dias é a solidão da tua presença.
Ontem caiu uma gota maior do que o espaço que reservei em mim. Senti-a e calmamente deixei-a cair. Uma paz podre em mim. Uma calma que não é minha. Um respirar fundo. Um suspiro forçado. E adormeci.
Transbordei mas infelizmente não houve danos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Saudade


Tenho sonhado contigo. Sabias que consegues provocar a mim esta saudade tão profunda? Nossos laços não se anulam apesar da distância que teima em separar-nos. Talvez seja isso que me esteja a deixar doente, frágil e sem vivacidade. O sangue que me corre nas veias não transporta energia ao meu coração. E sentir? Sabes quando as pequenas coisas me levavam a um estado tal, em que a euforia saltava dos poros, alçava os cabelos e os meus olhos sorriram de forma contagiante… Não, não tenho sentido. E sonhar? Recordas quando me abanavas para me trazer à realidade e, depois de várias tentativas de iniciar uma conversa séria, eu, meia atordoada, olhava nos teus olhos para lentamente cair em mim… Não, já não viajo assim dentro dos meus pensamentos…. E gritar? Aquele grito de raiva, os desabafos sinceros de angústia, por estar certa da injustiça dos actos e da vida menos abonada de tantas almas boas. Não, já não grito. Tudo em mim é mudo, tudo em mim é vago, desprovido de sentimentos extremos, os sonhos são escuros e os dias todos iguais.
Mas hoje, quando tirei este corpo da cama, decidi: - vou-te visitar este fim-de-semana.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Silêncio


Tenho saudades de sentir os pés enterrados na areia húmida. Deambular pelo silêncio das tuas manhãs. Sentir o cheiro a maresia e o vento na face. O frio incomoda mas o alento destes passeios supera qualquer intempérie.
Sinto falta de olhar a tua imensidão, sentir o misto de calma e medo que me dás. Está longe a memória dos dias em que sorria só de te sentir perto. Já não recordo o sorriso de menina, esboçado sem qualquer razão aparente.
Queria sentir teu cheiro, perder-me nestes passos tranquilos perto de ti … Onde estás? Porque não consigo aproximar-me de ti…porque te afastas também?
Procuro-te.
Silêncio.
Paz.
Tranquilidade do teu colo.
Amor.
Sorrisos gratuitos.
Quando?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma parte de mim...


Uma parte de mim hibernou. Ficou imóvel, adormecida, entorpecida e insensível. Os sonhos foram esquecidos e está distante aquele sorriso de quando era criança e brincava na areia molhada. Tentei resistir a este frio que me secou o coração, juro que tentei. Pensei que com um toque teu meu coração aumentasse o ritmo e corpo resistisse a esta hibernação.
Não percebeste ou fui eu quem não soube demonstrar que estava a sofrer?
Agora não importa. Agora deixa-me estar. Deixa os dias passar e a estação mudar. Porque uma parte de mim hibernou e nem as ondas deste mal bravio me vão incomodar.
A outra parte? - Perguntas tu. A outra parte ficou para a viver por instinto e a responder aos impulsos dos outros. Mas a parte maior de mim hibernou…Será que vai resistir a este inverno rigoroso? … Não sei, mas tenho fé que me toques com os teus raios de sol de inverno.